Dizer o interdito: Reflexões sobre Las cartas que no llegaron, de Mauricio Rosencof
DOI:
https://doi.org/10.7764/Tl.74.28-51Palabras clave:
memória, identidade, silenciamento, ditadura uruguaia, HolocaustoResumen
Este trabalho analisa Las cartas que no llegaron, do escritor uruguaio Mauricio Rosencof. Objetiva-se a apreensão da dinâmica discursiva que a obra instaura por meio das imbricações entre memória e identidade na constituição do sujeito frente à catástrofe histórica materializada em genocídio, ditadura, tortura e silenciamento. Narrativa manifestamente híbrida, em que se mesclam diferentes gêneros afins à escrita autobiográfica e de testemunho, a obra articula, a partir da carta enquanto instrumento e símbolo de mediação, uma dialética entre dito e interdito, entre memória e esquecimento, entre um passado irrecuperável e a necessidade de dizê-lo ainda que se recorra à ficção.
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